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segunda-feira, 14 de maio de 2012

City campeão em final louco

Tudo parecia encaminhado para ver uma desilusão extrema no rosto dos adeptos que encheram o Etihad Stadium ontem. O Manchester City ia conseguir perder o campeonato na última jornada frente ao QPR, que lutava pela permanência na Premier League, quando, a quatro minutos do fim, perdia por 2-1 e o Manchester United tinha acabado de derrotar o Sunderland. Eis que Dzeko e Aguero marcaram aos 91 e 93 minutos, e o City conquistou a Premier League que fugia há 44 anos.

A partida começou como Roberto Mancini desejava, com os citizens a dominarem os acontecimentos mas, no entanto, sem materializarem a superioridade em golos. Sensivelmente a meio da primeira parte chega a notícia de que o United, com um golo de Wayne Rooney, estava a liderar por 1-0, resultado que deixava a equipa de Alex Ferguson na liderança do campeonato. Aos 39 minutos, no Etihad Stadium, Pablo Zabaleta desfez o empate, acalmou os corações dos adeptos do City, e colocou o Manchester azul na frente do resultado, levando este resultado para as cabines no intervalo.

No início da segunda parte, o mundo do futebol ficou atónito quando, fruto de um erro de Lescott, Djibril Cissé apareceu isolado em frente a Joe Hart, não vacilou e empatou o jogo a um golo, deixando os adeptos do City ansiosos. Ainda assim, o maior balde de água fria chegou aos 66 minutos, altura em que o QPR estava reduzido a dez elementos (Joey Barton agrediu Tévez e, depois de ser expulso, também Aguero foi vítima do inglês). Armand Traoré cavalgou pela ala esquerda num contra-ataque muito rápido, cruzou para James Mackie, que cabeceou de forma competente para o golo da equipa de Queens. O nervosismo instalou-se e o City passou a jogar com toda a equipa no meio-campo do adversário.

Ainda assim, apenas aos 91 minutos é que Edin Dzeko conseguiu empatar o encontro na sequência de um canto para, dois minutos depois, Kun Aguero levar o estádio à loucura, com o golo que roubou o título ao United, que já começava os festejos logo a seguir ao fim da partida com o Sunderland. Com a vitória de ontem, o City consegue a terceira Premier League no seu historial, 44 anos depois da sua última conquista.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Falcao brilha na conquista do Atlético

O relógio marcava seis minutos de jogo quando Falcao dançou no lado esquerdo da grande área com Amorebieta pela frente, tirou o defesa basco do caminho, e rematou em arco com o pé canhoto para um golo de antologia. Assim começou a coroação do avançado colombiano como melhor marcador da Liga Europa pelo segundo ano consecutivo mas, acima de tudo, foi com este golo que o Atlético de Madrid se lançou para a conquista da Liga Europa frente ao Athletic Bilbao, com um resultado de 3-0.

Numa primeira parte de sentido único, o Atlético apresentou-se dominador, muito incisivo nas movimentos ofensivos, perante um Athletic passivo, algo apático, sem mostrar o nível exibicional que levou a equipa basca a derrotar o Manchester United, Schalke 04 e Sporting no caminho até à final de Bucareste. Depois do golo no período inicial da partida, Falcao voltou a fazer estragos, quando, aos 32 minutos, recebeu a bola na pequena área, fez uma simulação que colocou a defesa do Athletic fora da jogada e rematou forte para o fundo da baliza defendida pelo experiente Iraizoz. O plano de Diego Simeone, treinador do Atlético, com um 4-2-3-1 direccionado para a apetência ofensiva de Falcao, estava a resultar na perfeição, perante o 4-3-3 habitual do Bilbao, onde Llorente não conseguiu fazer a diferença.

Ao intervalo, Marcelo Bielsa percebeu que algo tinha de ser feito e fez logo duas alterações: o médio Iñigo Pérez entrou para o lugar do jovem defesa-central Aurtenetxe e o avançado Ibai Gómez substituiu o médio Iturraspe, que se apresentou num nível bastante abaixo do habitual. As mudanças de Bielsa tiveram um efeito imediato, com o Athletic a mostrar-se rejuvenescido e muito mais clarificado ofensivamente. No entanto, não obstante o facto de os bascos terem sido bastante mais atacantes, Llorente, Muniain, Ibai Gómez, entre outros, não conseguiram ser eficazes, sem descurar a boa exibição de Courtois. E foi a eficácia que tramou o Athletic, quando Diego matou o jogo aos 80 minutos, numa jogada individual.

Diego Simeone mostrou-se radiante com a exibição dos colchoneros e destacou os dois golos de Falcao, que "fez um jogo extraordinário e um golaço", segundo o técnico argentino. "Estou muito feliz por todos, jogadores, adeptos. Amanhã, as crianças vão para as escolas com a camisola do Atlético Madrid e é isso que queremos. Vamos festejar com os adeptos", disse ainda Simeone, relativamente ao ambiente de festa vivido após a conquista dos madrilenos.

Falcao voa mais alto na Liga Europa

O internacional colombiano não só conquistou a Liga Europa pelo segundo ano consecutivo (levantou o troféu ao serviço do Porto na época passada), como também renovou o título de melhor marcador. Depois dos 17 golos na temporada passada, um recorde absoluto da segunda maior competição europeia de clubes, Radamel García Falcao conseguiu 12, mais dois que Klaas-Jan Huntelaar. Somadas as duas épocas, tem um total de 29 golos em 28 jogos, números impressionantes que o colocam empatado com Dieter Muller no segundo lugar de melhores marcadores de sempre nesta competição - e Henrik Larsson, com mais dois golos, está ao alcance do matador colombiano.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Euro 2012 à vista?

    De certeza que todos se lembram do inédito 4-4 contra o Chipre, da derrota com a Noruega por 1-0 com um erro monumental de Eduardo e, sobretudo, das péssimas exibições por parte dos jogadores escolhidos pelo então seleccionador, Carlos Queiroz. Contudo, a conjuntura da qualificação nacional para o Euro 2012 alterou-se bastante.
Nani festeja contra a Dinamarca
   Como já referi, certamente está na memória de todos os portugueses o péssimo início nesta fase de qualificação para o Euro 2012 onde Portugal está acompanhado pelas selecções nacionais da Noruega, Dinamarca, Chipre e Islândia. Supostamente um grupo relativamente acessível para a selecção nacional mas rapidamente as contas ficaram complicadas, muito devido ao ambiente horrível existente dentro de balneário motivado pela má qualidade de Carlos Queiroz. Tudo começou com o 4-4 contra o Chipre em Guimarães, um jogo que nem sequer estaria nas contas ter dificuldades em vencer. Depois, veio a derrota na Noruega e o inevitável despedimento de Carlos Queiroz que, mais tarde, veio a ser substituído por Paulo Bento que está a realizar um trabalho notável. Trouxe de volta a alegria de jogar a jogadores como Cristiano Ronaldo que, finalmente, tem mostrado na selecção a boa forma que tem no Real Madrid. Mas mais que alegria de jogar e boas exibições, Paulo Bento trouxe as vitórias consigo.
     Na estreia, em pleno Estádio do Dragão, Portugal conseguiu uma importante vitória sobre a Dinamarca por 3-1, seguindo-se outra vitória por 3-1 em Reykjavik, na Islândia.
Neste momento, a qualificação está exactamente a meio faltando um jogo contra cada selecção. Mas, contrariamente ao que se passava no final das duas primeiras jornadas, o cenário é bem mais animador. A Selecção Nacional apenas depende de si para poder qualificar-se directamente, sem ter de ir ao Playoff sequer. Isto porque a Noruega está em 1º lugar com 10 pontos, seguida de Portugal e Dinamarca ambos com 7 pontos mas com vantagem para Portugal. Para este cenário contribuiu, e muito, o empate entre Noruega e Dinamarca na última jornada, quando Portugal disputava um amigável com o Chile.
     Os portugueses podem passar para o primeiro lugar já na próxima jornada quando receberem a Noruega no Estádio da Luz no dia 4 de Junho, sendo este um jogo decisivo para as aspirações nacionais. Em caso de vitória, Portugal passa para o primeiro lugar  e, caso a Dinamarca confirme o favoritismo e vença a Islândia no mesmo dia, vai-se verificar um empate pontual no primeiro lugar. Dado isto, é muito importante que Portugal consiga vencer os restantes 4 jogos, tarefa que parece completamente possível devido ao nível de jogo que tem vindo a ser mostrado pelos jogadores de Paulo Bento.
    2 de Setembro é a data do segundo jogo desta segunda volta e será contra o Chipre, uma equipa com que Portugal não poderá vacilar. Depois, segue-se a recepção à Islândia no dia 7 de Outubro sendo o jogo teoricamente mais fácil desta segunda volta. Finalmente, no dia 11 de Outubro, finaliza-se a qualificação com um jogo complicado frente à Dinamarca, sendo por isso muito importante que não se dependa de uma vitória neste encontro.
    Com todos estes dados, é seguro afirmar que Portugal tem tudo para conseguir uma qualificação calma para o Euro 2012 depois de um início muito atribulado. Mas o passo mais importante será dado na próxima jornada com a Noruega no Estádio da Luz, que se espera repleto naquele que vai ser o jogo decisivo deste apuramento.